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13 de julho de 2012

A Profecia

A história já era minha velha conhecida através de filmes, porém o livro ainda era algo que merecia atenção, afinal, dificilmente uma obra adaptada para a telona consegue superar a obra escrita. Apesar de o antigo filme ter me parecido bem fiel ao livro, a leitura foi capaz de atiçar minha imaginação e mesmo, ainda nos dias de hoje, despertar meus instintos que por vários momentos se colocaram em alerta. A atmosfera do livro é tão ou mais sombria que o filme e imaginar cenas como o ataque dos cães no cemitério ou o desespero do Robert Thorn para certificar-se de que seu filho realmente era o anti-cristo foram capazes de me fazer mergulhar tão intensamente na leitura que qualquer movimento em deredor poderia se tornar assustador. Um clássico do terror capaz de atravessar o tempo e manter o suspense mesmo para quem já conhece a história.

4 de fevereiro de 2012

Outra volta do Parafuso

Este é acima de tudo, um livro que lhe permite uma interpretação própria. Duas crianças, uma governanta, uma empregada viva e dois mortos. O enredo começa de forma instigante, a leitura de manuscritos de uma história "real" vivida na juventude da narradora. O diferencial é que o que parece ser "real" para a governanta, pode não passar de terror imaginário. A leitura é por vezes morosa, mas a expectativa em relação às apararições faz com que os capítulos sejam vencidos sem grandes dificuldades. O autor nos leva a questionamentos sobre a inocência das crianças, a complacencia da empregada e a sanidade da governanta. A ambientação é fantástica, cheguei a sentir o cheiro da casa e o frio da água do lago. O resultado de tudo isso, é um livro de terror muito bem escrito, que te deixa numa constante expectativa sobre a verdade sobre as aparições dos fantasmas dos dois antigos empregados mortos em circunstâncias não explicadas. Para ser lido com a mente aberta e o espítito alerta.

12 de novembro de 2011

Trilogia do Lobisomem

Confesso, o título do livro me fiscou de imediato, mas a palavra "trilogia" me fez temer estar trazendo para casa apenas uma parte da história. Felizmente não foi o caso e aqui, a palavra remete a um estado de espírito e não a uma saga. De início o autor nos leva a crer em uma história onde um mostro causa pânico em uma pequena cidade e iremos torcer para que os mocinhos consigam matá-lo. Porém, logo essa primeira impressão desaparece ao nos depararmos com o próprio monstro. Trilhando o caminho das descobertas feitas pelo personagem, somos levados a viajar por mares longínquos até aportarmos na pequena cidade de Porto Encoberto, onde nosso personagem pretende passar seus últimos dias. Porém fatos estranhos começam a ocorrer e não é mais possível ignorar a maldição que sempre o acompanhou. Decidido a dar fim a seu sofrimento, se descobre impotente diante do destino, até que Lady Catherine cruza seu caminho e lhe proporciona uma felicidade antes nunca sonhada. Mas como uma sina, algo insiste em lhe mostrar seu "verdadeiro eu" e finalmente a profecia se concretiza. Solidão, persepção, revelação; a trilogia de um ser maldito.

..."Se uma cruz for cravada na curva do rio,
uma igual surgirá e eles se amarão,
mas a dúvida será o tormento de ambos,
e em risco estarão os outos juramentos.
Se o ouvido da noite teus soluços ouvir,
ou se a chama bem guarda se extinguir,
teus próprios irmãos teus algozes serão,
e teu sangue correrá pela curva do rio,
na mesma curva com a marca da cruz,
onde sepulto estará aquele que zelava
e guardava teus segredos, porque era
ele mesmo o gerador do teu sangue...
E uma estranha libertação virá do desespero." ...

7 de agosto de 2010

Contos de Terror - Howard Phillips Lovecraft

H. P. Lovecraft, foi um escritor norte-americano, grande admirador do mestre Edgar Allan Poe, que teve seu trabalho reconhecido só após a sua morte. Porém  sua grande fonte de inspiração foram seus constantes pesadelos, resultando como grande mérito de sua obra, o terror psicológico. Em suas estórias o  ambiente é muitas vezes mais forte que o próprio ser malígno pois Lovecraft descrevia sentimentos como a angústia, o desespero, o sofrimento ou o temor das personagens com tal maestria que é impossível não sentir na pele quando se lê. Quase toda a sua obra envolve seres malígnos, sendo eles apenas fungos, peixes, vermes, cães, gatos ou ratos ou mesmo plantas. Mas também explorou como ninguém seres do além como zubis, seres extraterrenos ou almas atrás de vingança, seres mitológicos também povoaram seus contos. Para aqueles fãs do gênero fantasia, vale a pena conhecer um pouco da obra deste escritor que apesar de pouco conhecido por aqui, tem uma obra marcante no gênero. Muitos de seus contos podem ser encontrados na internet, mas vale a pena correr atrás das coletâneas publicadas recentemente pelas Editora Iluminuras e Hedra.


Contos de H. P. Lovecraft que já li e apenas um trechinho para despertar a curiosidade de quem ainda não conhece esse mestre do terror.


        • O Alquimista (lembra bem os contos de Edgar Allan Poe) ... uma maldição que, durante séculos, inpedira as vidas dos portadores de meu título, de superarem a idede de 32 anos ...Dizia-se que o velho Michael havia queimado a esposa em um sacrifício ao diabo e o inesplicável desaparecimento de muitas criancinhas camponesas foi imputado a esses dois ...  
        • A Fera na Caverna ... eu estava pronto a ponto de recomeçar meus gritos para ser descoberto mais depressa, quando num instante, quando minha alegria se transformou em horror enaqunto eu escutava, pois meus ouvidos, sempre agudos, aguçados então no mais alto grau pelo silêncio absoluto, levaram a minha comprensão intorpecida a inesperada e pavorosa consciência de que aqueles passos não se pareciam aos de nenhum mortal...
        • A Cor que Caiu do Espaço (excelente) ... de noite, perguntei a moradores antigos de Arkram sobre a chaneca maldita e o significado daquela expressão "dias estranhos" que tanto murmuravam de maneira evasiva. Não consegui recber nenhuma resposta satisfatória, exceto que todo mistério era muito mais atual do que eu imaginara...as arvores alé balançavam mesmo quando não havia vento...
        • Ele (aterrorizante) ... era a realização em uivos de todo o horror que aquela cidade cadavérica sempre provocara em minha alma, e esquecendo toda a recomendação de silêncio, eu gritei, e gritei, e gritei enquanto meus nervos cediam e as paredes trepidavam ao meu redor...
        • O Ministro Maligno (originalmente um sonho de Lovecraft contado por carta a um amigo) ... de repente, notei que haviam outros no quarto - homens de aparência grave em trajes clericais, um deles usando as faixas e calções de um bispo. Embora eu não pudesse ouvir nada, podia ver que eles estavam tomando uma decisão de enorme importancia para o que chegara primeiro...
        • Os Ratos nas Paredes (simplesmente fantástico, um dos meus preferidos) ... se erguia no local de um templo pré-histórico; uma coisa Druídica ou pré-druídica... que ritos indscritíveis foram celebrados alí, poucos duvidavam  ...havia por exemplo, a crença de que uma legião de diabos com asas de morcegos realizavam sabás de bruxas, todas as noites, no mosteiro ... aqueles ratos, se não eram obra de uma loucura que eu compatilhava com os gatos, deviam estar entocados e deslizando pelas paredes romanas que eu imaginava que eram blocos maciços de calcário...
        • A Rua (esse foge à regra pois o tema "terror' da lugar às guerras)  ... O ar já não era tão puro quanto antes, mas o espírito do lugar não havia mudado. O sangue a alma de seus ancestrais haviam moldado a Rua...
        • O Horror de Dunwich (excelente) ...Não se pode negar que essas Blasfêmias de um infernal Cortejo de Demônios são assuntos de Conhecimento muito comum para serem negadas; as vozes amaldiçoadas de Azazel e Buzrael, de Belzebu e Belial que provêem do subsolo, foram ouvidas por mais de Vinte Testemunhas confiáveis e que ainda estão vivas... A mãe, pelo contrário, parecia estranhamente orgulhosa dessa criança escura e semelhante a um bode, que contrastava muito com seu doentio albinismo de olhos cor-de-rosa, e costumava sussurrar muitas profecias curiosas sobre seus pouderes incomuns e seu futuro brilhante....Por seu cheiro, os homens podem saber que estão próximos, mas niguém conhece seu aspecto exterior, a não ser pelos traços daqueles que Eles geraram na humanidade...
          • A Sombra Fora do Tempo (fantástico) ...seus atos, conquanto inofencivos, horrorizaram-me ainda mais que sua aparência - pois não é saudável observar objetos monstruosos fazendo o que, na nossa consciência, somente seres humanos faziam. Aquelas coisas se locomoviam de maneira inteligente pelas salas, tirando livros das estantes e levando-os para grandes mesas, ou vice-versa, e às vezes escrevendo com afinco, usando uma aste peculiar segura pelos tentáculos esverdeados da cabeça. As enormes pinças eram usadas para carregar livros e na conversa - a fala era por estalidos feitos com as garras...

                                 Lidos em E.book                       
          •  O Chamado de Cthulhu (ótimo) ... a estatueta, ídolo, fetiche ou o que quer que fosse, fora capturada alguns meses antes nas florestas pantanosas do sul de Nova Orleans durante uma batida policial num suposto culto de vodu;... Representava um monstro vagamente antropóide, mas com uma cabeça semelhante à de um polvo e cujo rosto era uma massa de tentáculos, de corpo escamoso com aspecto elástico, prodigiosas garras nas patas dianteiras e traseiras, e asas longas e estreitas atrás...)
          •  Dagon ... Então, de repente, eu a vi. Com uma leve agitação para indicar sua subida à superfície, a coisa emergiu para fora s das águas escuras. Enorme, polifêmica e repugnante, ela disparou como um monstro fabuloso de um pesadelo para o monólito, ao redor do qual arrojou seus gigantescos braços escamosos enquanto inclinava a cabeça horripilante, produzindo sons ritmados. Pensei ter enlouquecido, então... 
          •  O Festival ...obscuramente surgiu uma horda de seres alados e híbridos domesticados, que nenhum olho são jamais poderia captar ou nenhum cérebro normal jamais poderia recordar, batendo ritmicamente suas asas. Eles não eram propriamente nem toupeiras, nem abutres, nem formigas, nem morcegos vampiros, nem seres humanos decompostos, mas alguma coisa que eu não posso e não devo recordar...
          • Os gatos de Ulthar ... ainda assim ninguém teve coragem de se queijar ao casal sinistro. Até mesmo quando Atal, o filho do estalajadeiro, jurou ter visto todos os gatos de Ulthar no bosque maldito ao por do sol, caminhando aos pares, solenes e vagarosos, nun ritual jamais conhecido, formando um círculo em volta da cabana... 
          • Fechado na Catacumba (ao melhor estilo POE) ... Foi justamente então, quando punha as mãos no caixão do bom velhinho, que o vento bateu a porta, mergulhando tudo em negra escuridão. O estreito postigo só deixava uma fraquíssima claridade ... Neste débil lusco-fusco, fez tanger a enferrujada aldrava, sacudiu inutilmente as almofadas de ferro, espantando-se com a súbita resistência da maciça porta. Compreendeu logo a realidade da situação e pôs-se a gritar desesperadamente como se o cavalo, lá fora, pudesse fazer mais do que responder-lhe com relinchos agudos e desolantes. A lingüeta da fechadura, longamente desleixada, quebrara-se finalmente, fechando, na catacumba, a culpada vítima da própria negligência, como em ratoeira...
          Alguns já li a muito tempo então à medida que for me lembrando ou lendo, irei postando aqui.
           

          Mais informações:

           

          14 de junho de 2010

          Dica de Terror

          Os Invasores de Corpos de Jack Finney, é um ótimo livro de ficção, a leitura é agil, direta, tudo acontece rápido e as cenas são fáceis de imaginar. Enquanto pessoas de uma pequena cidade descobrem que estão sendo substituidas por seres sem emoção, o resto do mundo nem imagina que também está ameaçado. Me lembro que assisti ao filme quando criança, mas o final foi totalmente diferente da recordação que tinha do filme. Tudo bem que essa recordação era vaga, mas acho que mudaram o final para proporcionarem a famosa continuação. Confesso que gostei mais do final do livro. E o suspense parece ser o ponto alto do livro, o que torna o livro mais interessante que o filme. Como a história é de 1955 mais ou menos, algumas citações ficaram ultrapassadas, mas ainda é uma leitura prazeirosa. Ficou muito engraçado um comentário imaginado pelo médico depois de atender um telefonema no meio da noite e não saber quem era. Ele lamentava não haverem mais telefonistas que transferiam as ligações como no tempo de seu pai e dizia "...mas o problema é que nenhum sistema automático jamais poderá recordár-se de onde o médico está durante a noite, quando uma criança cai doente e precisa dele..."Os celulares são apenas uma das provas do quão essa frase estava errada, rrsss." Para quem gosta de um pouco de terror, vale a pena. O livro é um daqueles que te prendem desde a primeira página.

          10 de junho de 2010

          Um pouco de Terror não faz a ninguém

          Terror é um gênero que sempre me atraiu, mesmo quando criança e depois morria de medo. Já estou bem grandinha mas ainda adoro uma boa estória que me desperte medo. O cinema sempre produziu muitos filmes de terror, mas como livro é imaginação, e o medo é fruto da nossa imaginação, um bom livro de terror é capaz de nos fazer sentir arrepios. O mestre do terror na atualidade é Stephen King, mas quem gosta do gênero não pode deixar de ler dois autores fantásticos na arte de criar o inacreditável, são eles Edgar Alan Poe (considerado o pioneiro no gênero), de quem já falei aqui e H.P.Lovecraft  sobre quem pretendo postar um capítulo à parte. Mas existem muitos outros bons autores do gênero. Aqui vão algumas dicas de bons livros ou contos de terror que já li.


          O Exorcista é um clássico do cinema de terror adaptado da obra do escritor norte-americo William Peter Blatty. A estória pode ser ainda mais aterrorizante quando lido pois a nossa mente é quem cria toda a tensão e o terror. No filme esse terror é físico, nos impressiona realmente, já no livro é um terror psicológico, é como se estivessemos lá, participando, e não como meros espetadores. Sem falar que algumas passagens são suprimidas no cimema ou apenas há uma pequena citação, como o ritual da "missa negra "descrito  em detalhes no livro que, por motivos obvios, no filme foi apenas representado por uma rápida imagem de vandalismo.


          A sentinela do escritor norte-americo Jeffrey Konvitz também foi adaptado para o cinema com o título de A Sentinela dos Malditos. O livro conta a estória de uma modelo que é precionada pelo namorado advogada a se casar, porém ela decide que precisa ter no momento um espaço só seu e assim aluga um apartamento, onde no último andar mora um padre cego, que tem uma vida totalmente reclusa. No novo lar tem dificuldades para dormir, por causa de flashbacks da sua tentativa de suicídio e do pai que falecera ressentimente, com quem tinha uma relação conturbada. As coisas se complicam quando ela descobre que todos os moradores do prédio com quem fez amizade, já  faleceram.