28 de outubro de 2010

Os primeiros tijolinhos a gente nunca esquece

Pois é, na quarta-feira o pedreiro teve um imprevisto e não pode vir, mas ontem ao final do dia, pude ver a primeira coluna se formando. O serviço é demorado pois requer medidas exatas e o trabalho quase artesanal por parte do pedreiro, que por sinal é muito bom profissional. Pena que ele só possa vir nas tardes, mas paciência né, o importante é que ele está fazendo o serviço; e está tão dificil conseguir um bom pedreiro hoje em dia...
Os primeiros tiljolinhos

Conferindo as medidas

Agora sim, a primeira coluna da estante onde ficarão meus preferidos

A primeira coluna já do 1,38 cm

Em detalhes a colocação dos tijolinhos

Só não mostro a minha cara de felicidade porque detesto tirar fotos, rrsss

25 de outubro de 2010

Reconstruindo meu Cantinho

Hoje o assunto não é apenas um livro, e sim vários, é que amanhã o pedreiro começa a reconstruir minha biblioteca particular. Depois de mais de 1 ano com obras em casa, finalmente chegou a vez do meu cantinho.
Por muito tempo meus livros ficaram abrigados em duas estantes de madeira que meu pai fez para mim no tempo em que minha bilblioteca era apenas um pedacinho da antiga marcenaria cedido por ele. 
Em 5 de outubro de 2004, pude começar a construir a Sede Própria da Biblioteca Aristides Tomás de Oliveira, o nome é uma homenagem a meu avô, a quem minha mãe diz que puxei a paixão pelos livros. A obra foi até 2 de novembro do mesmo ano e como a grana era pouca, usei as mesmas estantes, mas sempre quis algo mais bonito e definitivo para meus livritos. 
E chegou a hora, vou fazer minhas estantes de tijolo laminado, aqueles tijolinhos que ficam aparentes e pode-se invernizá-los como acabamento. Depois coloco as partilheiras de MDF pra combinar com a mesa do pc. Pelo menos na minha imaginação vai ficar lindo. E pra registrar esse momento, tirei algumas fotos do meu cantinho sem nada, ainda à espera do início das obras. Até lá, meus livritos continuam encaixotados.
Cantinho onde ficarão meus livros de leitura

Cantinho onde ficarão meus livros de pesquisa e consulta

Antiga mesa do Computador e a bagunça da mudança
E não posso deixar de trocar essa porta que depois de 2 meses tomando chuva por dentro e por fora à espera de um teto, ficou horrível.

16 de outubro de 2010

Duas estórias intensas em alto mar

Passando novamente pelo Ponto Literário, o melhor sebo da cidade, esbarrei em mais uma antiga edição da Coleção Saraiva com o tema mar. Impossível resistir e logo Dramas do Mar se tornou minha mais "nova velha" aquisição.  

Na verdade o livro é a edição de duas estórias de Hermann Melville (autor de Moby Dick); são elas Benito Cereno e Billy Budd.
Na primeira estória, Benito Cereno, o Capitão de  um navio espanhol é feito refém pela tripulação de negros escravos. Ao tentarem ancorar, chamam a atenção de um navio americano, comandado pelo Capitão  Amasa Delano. A bordo do navio espanhol, Delano se depara com um estranho cenário onde negros escravos parecem alheios ao seu destino e o Capitão do navio em constante estado de semi-consciência, sempre apoiado por Babo, seu "fiel" escravo. Enquanto aguarda a volta de seu pessoal, Delano se sente ameaçado, porém não sabe se seu inimigo é o próprio capitão Benito ou a tripulação do navio espanhol. 

Na segunda estória, Billy Budd é um jovem marinheiro que além da beleza física possue rara inocência em seus atos e palavras. Tantas qualidades podem gerar admiração, mas também a inveja e Billy se vê acusado de arquitetar um motim abordo. Em confronto com seu acusador, Billy tem uma reação inesperada que resulta na morte de seu acusador. Um conselho é formado para decidir sobre a culpa ou a inocência de Billy e ali em pleno mar, as leis são bem mais rígidas que em terra. 

É um livro difícil de ser avaliado pois dependerá muito do que se espera dele. Como comecei a leitura esperando por dificuldades de sobrevivencia no mar, um dos meus temas preferidos, cheguei a achar a leitura tediosa, porém ao final, acho que a impressão foi mais por ser uma edição de 1952 muito carregada de adjetivos em desuso. Mas estranhamente é um livro que me fez terminá-lo com um saldo positivo pois ao final ficou claro que a intensão do autor não era "narrar" aventuras e desvenduras marítimas e sim mostrar situações e leis a que esses homens do mar estavam expostos naquela época (1797 a 1799).

28 de setembro de 2010

A Sétima Maldição

Um livro comprado pelo título, pela capa e pelo preço de R$ 1 real. Comecei a ler sem saber o que esperar pois nunca tinha ouvido falar do autor. Mas o livro já me conquistou nas primeiras páginas. A estória acontece em uma pequena cidade aparentemente normal, mas a cada capítulo a cidade e seus moradores se revelam bem incomum, a começar pelos nomes Eronquínea, Hontário, Grundezindo, Aristóbulo, Abrenúncia, Zabilofélia e por aí vai. Tão curioso e intrigado quanto eu, ficou Paulo, um autor que busca na cidade, inspiração para o seu romance. O fato é que toda vez que Dona Eronquínea acorda com o queixo destroncado e virada para os pés da cama, 70 dias e 70 noites depois, alguma coisa ruim acontece na cidade e é assim que o livro começa. 

A Sétima Maldição é acima de tudo um romance curioso. O gostoso do livro é que a cada capítulo algo inusitado nos é contado sobre a pequena Cidade Nova de Santa Lúcia dos Milagres e seus moradores. A sétima maldição em si, é apenas mais uma trajédia entre os moradores, mas o interessante é a forma como o autor narra as curiosidades, os medos, as ansiedades, as decepções, as desavenças, os sonhos e alegrias dos moradores.



Outro ponto que achei interessante foi a forma como o próprio autor expunha suas dúvidas e ansiedades de escritor, como na página 42 "E ficou se interrogando como seria que as pessoas que escreviam romances, enfim, os escritores, procediam para não perderem os sentido e a sequência do que iam escrevendo." Em outro trecho Pedro Veludo escreve " Como os escritores fariam para manter uma certa coerência na forma - se é que isso era importante - numa obra, como num romance, que pode levar um, dois, três anos sendo escrito? Tanta coisa acontece na vida, num espaço de tempo desses, que quase se poderia dizer, a pessoa que inicia o trabalho não é a mesma que o termina."



Trágico, divertido, inusitado, assim é este romance que deve ser lido com a imaginação livre de qualquer conceito pré-estabelecido.

15 de setembro de 2010

Um pouco do folclore nacional

Mesmo depois de adulta, Francisco Marins ainda me encanta com suas aventuras pelo Brasil sertanejo. Os segredos de Taquara-Póca, conta as aventuras de 3 crianças que ao entrarem na mata em busca do burrinho do sítio em que vivem, descobrem o quanto uma mata pode ser viva e percebem como é importante a preservação da natureza. Usando uma linguagem simples, o autor nos leva a um passeio por um Brasil sertanejo e nos apresenta entre outros, o Curupira, um dos principais personagens do folclore nacional. Um livro simples que consegue divertir e ensinar muito sobre a relação homem-natureza.