Um livro em que a história se desenrolar em pouco mais de 30 dias, mas se prolonga como se durasse bem mais. Isso se deve à grande quantidade de detalhes jurídicos, frutos de um intenso trabalho de pesquisa do autor para que vivênciassemos junto ao acusado e seu advogado, cada minuto da luta pela anulação de uma sentença de morte. Mesmo contendo muitos detalhes, o texto não se torna morno ou cansativo pois o autor cita leis e procedimentos de forma que, mesmo sem qualquer conhecimento jurídico, possamos acompanhar o desenrolar do caso. Sam Caythall, conhecido membro do Ku-Klux-Klan é condenado à morte 13 anos depois de ser considerado inocente nos 2 julgamentos anteriores. Quando se vê finalmente às portas da morte, seu neto, o jovem advogado Adam Hall, entra em cena em uma desesperada luta para salvar o avô. Mas essa luta revela não só fatos obscuros da vida do avó, mas todo um drama de uma família quase maldita, o que faz com que ente em contradição sobre o que acredita sobre culpa, punição e justiça. Apesar de ser apenas uma ficção, John Grisham faz com que sintamos toda a angustia que ronda o "corredor da morte" e nos faz pensar o tempo todo, sobre o "direito" à vida, mostrando o lado das vítimas, da lei, e do condenado. O final pode ou não agradar o leitor, mas independente disso, lhe fará refletir sobre questões como direitos, leis, crueldade, respeito e fé.
4 de fevereiro de 2012
31 de dezembro de 2011
Lidos em 2011
Mais um ano chega ao fim e uma vez mais os livros foram minha mais constante companhia. Foram eles que mais me ensinaram, mais me emocionaram, mais me alegraram e fizeram de cada fim de noite, uma nova aventura. Li um pouquinho menos que em 2010, mas isso pouco importa pois não leio para cumprir metas ou superar quantidade, leio por prazer e cada um desses 45 livros lidos durante o ano, marcaram um momento vivido em 2011. São eles eles:
- Autobiografia - Agatha Christie
Agatha Christie - Médico de Homens e de Almas - um dos melhores do ano
Taylor Caldwell - Os sete enigmas de Ganimédes
Ganimédes José - A Coisa Invisível
Stella Carr - A Conspiração Franciscana
John Sack - Os homens de cavanhaque de fogo
Origenes Lessa - Aventuras de Dick Peter 4 - O crime de represa nova
Ronnie Wells - História da Pátria e da Religião
Fr. Francisco Maria de Uberaba - A Morte no Envelope
Luiz Lopes Coelho - A Vida de Cristo - Ilustrado
Prof. E. Olívio - Gustavo Doré - A agulha oca
Maurice Leblanc - Papai Pernilongo
Jean Webster - Mistério no sebo de livros
Telma Guimarães Castro Andrade - A Serra dos Homens-Formigas
Giselda Laporta Nicolelis - Iracema
José de Alencar - Ubirajara
José de Alencar - Incidente em Antares
Erico Verissimo - Diário do Farol
João Ubaldo Ribeiro - O Corsário Negro
Emilio Salgari - Uiramirim contra os piratas
Antonio Carlos Olivieri - O crime da gaiola dourada
R. F. Lucchetti - Não Conte a Ninguém
Harlan Coben - A vítima da Violência - Contos
Fr. Francisco Maria de Uberaba - A Divina Comédia
Dante Alighieri - O Espírito do Sol
Ofélia Fontes - O Mistério da Fábrica de Livros
Pedro Bandeira - É proibido miar
Pedro Bandeira - A Maldição do Ídolo Perdido
Gaby Waters, Graham Round - Memórias de um Burro Brasileiro
Herberto Sales - O caso do sabotador de Angra
Stella Carr - Os Sobreviventes - um dos melhores do ano
Piers Paul Read - O Homem Que Matou Getúlio Vargas
Jô Soares - Inocência
Visconde de Taunay - O homem das profundezas
Arnold Federbush - Atentado em Itaipu
Martins de Oliveira - O Homem que Confundiu seu Trabalho com a Vida
Jonathon Lazear - O último caso de Trent
E. C. Bentley - Pelos caminhos da Estrada Real
Felipe Cerquize - Deuses, Túmulos e Sábios
C. W. Ceram - Esfinge
Robin Cook - A Ira dos Anjos
Sidney Sheldon - Trilogia do Lobisomem
João Bosco da Silva - A Ratoeira - e outras peças
Agatha Christie - O Dia do Chacal
Frederick Forsyth - Carapintada
Renato Tapajós
Nesse ano os destaques não foram muitos mas dois me chamaram mais a atenção e se revelaram surpreendentes pelo tema e conteúdo, são eles:
Melhores de 2011
Melhores de 2011
- Médico de de Homens e de Almas foi um livro cheio de revelações pois narra a vida de São Lucas, único dentre os 4 evangelistas não Judeu. E longe de ser apenas mais um livro "catequizador" ou "fanático", mostra que Lucas foi, por muito tempo, um questionador de Deus e que apesar de ser contemporâneo de Jesus, nunca esteve com ele pessoalmente. Seu evangelho foi escrito baseado no que ouviu daqueles que conheceram e conviveram com Cristo, inclusive Maria.
- Os Sobreviventes narra de forma realista, a luta pela sobrevivência de 16 jovens uruguaios após a queda de um avião na Cordilheira dos Andes. Por 71 dias eles lutaram contra o frio, a sede, a fome e a desesperança. Uma história real que é antes de tudo, um exemplo de luta e fé em Deus.
Pior de 2010 apesar de alguns terem sido menos empolgantes, nenhum mereceu o título de "pior do ano".
Carapintada

Ao unir dois importantes fatos políticos da nossa história, o impeachment do então Presidente Fernando Collor de Mello e a luta estudantil contra a Ditadura Militar 20 anos antes, o autor cria uma envolvente história em que Rodrigo, personagem principal, faz uma viagem no tempo e participa de forma ativa desses dois movimentos. Um dos pontos altos do livro, além do conteúdo histórico, é a ambientação criada pelo autor que revela as diferenças arquitetônicas de São Paulo de 1992 e a década de 1970. Uma história escrita para aqueles que ainda estão começando a formar opinião, e por isso mesmo, um livro importante que adoraria ter tido a oportunidade de ler na época em que foi escrito. Um livro histórico-político escrito em uma linguagem atraente e dinâmica
29 de dezembro de 2011
O dia do Chacal
Inspirado na tentativa de assassinato do Presidente francês De Gaulle, O Dia do Chacal é um daqueles livros que nos fazem torcer pelo assassino por sua genialidade e precisão. Em contrapartida, toda essa genialidade tem pela frente o detetive Claude Lebel, um homem discreto, que mesmo em grande desvantagem, encontra um rastro que lhe permite iniciar uma eletrizante caçada ao Chacal. Apesar da riqueza de detalhes, o livro flui bem e o suspense que mistura fatos históricos e ficção, garante a adrenalina.
A Ratoreira e outras peças
Agatha é sempre uma boa leitura, mas confesso que não estava muito empolgada ao iniciar a leitura deste por se tratar da transcrição de peças escritas para teatro. Imaginei que a linguagem seria arrastada pois uma coisa é assistir a uma encenação, outra é apenas ler o que será encenado. Mas estava enganada e a leitura fluiu tão bem que nem me lembrava das observações direcionanda a fala de cada personagem. Na verdade, o livro é composto por 4 histórias que me prenderam desde a primeira linha e apenas na útima não pude desvendar o culpado, apesar de ter seguido na direção certa e nas últimas páginas ter achado que por ser obvio demais eu seguia o caminho errado. Enfim, A Ratoeira é uma ótima pedida para quem gosta de uma boa história de assassinato ou quer se iniciar na leitura da Dama do Crime.
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