16 de maio de 2011

Uma boa dica para quem já ouviu falar sobre Serra Pelada mas não conhece sua história

A Serra dos Homens-Formigas narra um pouco do que foi o tempo da descoberta do ouro em Serra Pelada. Ao contar a história de homens humildes que sairam de todos os cantos do país em busca do que pensavam ser "fortuna fácil", Giselda expoe ao leitor valores humanos como lealdade, perseverança, solidariedade e companheirismo. Em contra-partida, mostra o quanto o ser humano pode ser mesquinho, desleal e ganancioso. Um livro cheio de valores importantes que reflete um pouco das alegrias e das desilusões de quem partiu em busca de riqueza. Com certeza uma boa dica para professores do ensino fundamental sugerirem a seus alunos pois, além dos valores humanos, o livro fala sobre uma fase importante da nossa história, podendo mesmo ser um livro gerador de discussões importante para aqueles que estão começando a formar uma consciência social.

5 de maio de 2011

Arsène Lupin: A agulha oca

Envolvendo um segredo transmitido, há vinte séculos pelos governantes do que hoje é a França, "A agulha oca", pode parecer uma trama confusa aos leitores que ainda não conhecem Arsène Lupin. Mas para aqueles que já puderam acompanhar as peripécias desse admirável fora-de-lei, o livro apresenta uma aventura onde Lupin finalmente encontra um adversário à altura, um estudante de 17 anos que consegue desvendar não só o esconderijo do famoso "ladrão de casaca", mas também um mistério que envolve personagens históricos desde César, Carlos Magno à reis e rainhas. Deixando assim, uma vez mais, Herlock Sholmes (nome de Sherlock Holmes na obra de Leblanc) e o inspetor Ganimard apenas na esperança de agarra-lo. A aqueles já familiarizados com as muitas facetas de Lupin, uma ótima oportunidade de tentar encontrar entre as páginas do livro, quem é Lupin a cada capítulo. Mais sobre Arsène Lupin em http://meucantinhodeleituraeescrita.blogspot.com/2010/06/detetives-de-todos-os-tempos-5-parte.html

25 de abril de 2011

Dr. Leite, mais uma dica de histórias de detetives

Revirando a nova banca de R$ 2,00 no melhor sebo da cidade (a de R$ 1,00 ainda existe, mas anda pouco atraente) descobri o Dr. Leite, é um delegado astuto e inteligente que com a serenidade de seus cabelos grisalhos desvenda crimes através de deduções lógicas e sua grande experiência ao conviver com o ser humano. O livro apresenta 18 contos interessantes dos quais merece destaque o conto de abertura "Crime mais que perfeito" onde o final surpreende tanto o leitor quanto o assassino. Destaque também para a astúcia das personagens de "A magnólia perdida" e "Seis homens e um brilhante". Em "Vovô faz a gente de bobo", o autor ao apresentar a estudantes de direito um crime, expoe todos os elementos para que possamos desvendar o mistério. "Mãos predestinadas" me pareceu um conto confuso a primeira leitura, mas ao relê-lo com mais atenção, me encantou a forma como o autor nos leva a acompanhar o desespero de um pai. O conto que dá nome ao livro também merece destaque pelo final trágico desvendado através da astúcia do Dr. Leite.
Enfim, "A Morte no envelope" é um livro de contos policiais que mostra que autores nacionais têm tanto talento quanto estrangeiros e foi contrariando essa teoria que em 1957, Luiz Lopes Coelho, considerado o primeiro autor do gênero policial no Brasil, provou que aqui também se escrevia estórias de detetives.
Para quem gosta do gênero, vale a pena conhecer um pouco do que foi o início do gênero policial no país.

14 de abril de 2011

Nome estrangeiro, detetive brasileiro

Dick Peter é um detetive que vive em Nova York e que pelo jeito sempre se mete em encrencas durante o trabalho de investigação. Como ele aparece em uma série de 10 livros, ler apenas 1 é pouco para fazer jus a todas as suas caracteristicas. O que adianto é que em "O caso da represa nova", Dick se vê envolvido com pessoas gananciosas e vingativas; um misterioso corpo desaparecido, partes de um corpo "aparecido" e um mistério que começa quando o velho Daniel decide não deixar sua casa desapropiada por causa da construção da nova represa. O que achei mais interessante foi descobrir que Ronnie Wells era o pseudonimo de Jeronymo Monteiro, um autor nacional reconhecido como o pai da ficção científica no Brasil. Para quem quiser saber um mais sobre o autor, ainda desconhecido do grande público, encontrei um ótimo blog que estou saboreando aos poucos. http://jeronymomonteiro.blogspot.com/

13 de abril de 2011

Pura imaginação

Em Os homens de cavanhaque de fogo, Origenes Lessa me fez voltar à infância, quando a imaginação não tinha limites e brincar com visitantes do espaço era algo tão real, quanto brincar com animais de estimação.  Quem nunca se imaginou dentro de uma nave alienigena conversando com seres de outro mundo? Por vezes, o livro me lembrou as aventuras narradas por Monteiro Lobato no Sítio do Pica-pau Amarelo. Adoraria tê-lo lido ainda na infância.