27 de janeiro de 2019

Sombrio e empolgante

Insular é um daqueles livros onde cada capítulo nos desperta a vontade de ler o próximo, pois não há morosidade e nem clichês, cada acontecimento pode nos surpreender ao ser anunciado ou por seu desfecho.  O livro não se mostrou apenas mais uma aventura pirata ou de caça ao tesouro, e olha que já li muitas sobre o tema, trouxe junto a ação de uma boa história de piratas, a adrenalina de uma grande aventura e fatos sobrenaturais que fazem com que a busca pelo tesouro se torne um tormento pessoal para cada personagem. Paralelamente, passado e presente nos são apresentados, revelando a origem do tesouro do pirata Sombrio e sua busca por 5 jovens que vão até Ilhabela e lá encontram mais que os desafios físicos e ambientais, encontram desafios morais e psicológicos. O autor conseguiu criar um desfecho surpreendente que me fez pensar o quão ardiloso pode ser o ser humano. É maravilhoso descobrir que temos autores nacionais tão capazes nos dias de hoje e que, apesar das dificuldades e falta de incentivo, conseguem nos trazer histórias empolgantes e surpreendentes ambientadas em nosso próprio país, tornando a leitura mais próxima de nossa realidade. 


23 de janeiro de 2019

Real e imaginário navegam juntos.


Em o Pesadelo do Príncipe o autor nos apresenta uma hipótese sombria do que pode ter sido a causa do naufrágio do transatlântico espanhol Príncipe de Astúrias. O naufrágio, um fato real ocorrido poucos anos após o naufrágio do Titanic, ocorreu na costa brasileira, mas diferentemente do famoso transatlântico, suas causas ainda hoje são um grande mistério. O autor soube usar o fato das investigações terem sido inconclusivas e criou um enredo envolvente, onde a personagem principal não é, nem o naufrágio e tão pouco os passageiros, e sim, a causa do naufrágio. Em um misto de realidade e imaginação, somos levados a percorrer os cantos mais sombrios da embarcação e nos depararmos com um ser maligno capaz de destruir não só um navio, mas todo um continente se chegar a seu destino. Achei interessante o meio utilizado pelo autor como “passagem” do mal, uma peça que estava a bordo do verdadeiro Príncipe de Astúrias e que, na vida real, foi envolta em mistérios e tragédias desde o início de sua concepção. Enfim, mais um autor nacional que se mostra competente ao criar uma história ambientada em nosso próprio país e com referencias históricas que despertam nossa curiosidade durante toda a leitura e mesmo após o livro terminado.